Twelve Bistrô

Instigados pelo programa “O Diário de Olivier” apresentado Sábado passado, que versava sobre comidas típicas londrinas, fomos à procura de algum lugar que servisse um reconfortante Fish’n Chips. E dentre os blogs que visitamos em nossa pesquisa, o Restaurante Twelve Bistrô era um dos mais cotados.
Chegando ao local, demos de cara com um ambiente pequeno de decoração simples. Acomodamos-nos do lado de fora, mais aprazível durante a noite.

Batata:

Como entrada, escolhemos uma porção de Coxinha de Rabada. Coincidentemente, no mesmo dia da nossa visita havia saído uma reportagem na revista Veja São Paulo destacando esse salgado. Restavam disponíveis, portanto, apenas três unidades.
Ao chegarem, elas estavam sequinhas por fora e bem molhadinhas por dentro, provavelmente devido à gordura natural da Rabada. Achei um espetáculo de quitute!
De principal, eu fui de Hambúrguer de Fraldinha com Queijo, Tomate e Maionese. Acompanha uma leva de Batatas Fritas.
Ausente de frescuras, sua carne veio alta e rosada, envolta em um pão macio. Faltou ao lanche, porém, mais Maionese.

Já o Pepino não perdeu seu propósito de vista e pediu o Fish ’n’ Chips.
Ao invés do tradicional “Cod”, a casa optou pelo uso do Robalo. O peixe em questão foi servido em tom preciso de umidez, porém, em nossa opinião, não evocava a personalidade tampouco o sabor que costumeiramente encontramos no bacalhau fresco. Além disso, o Pepino sentiu falta do (inseparável?) Purê de Ervilhas como acompanhamento.

Talvez porque a lotação da casa estava média, os pratos chegaram rápidos. O serviço foi ligeiro e atencioso ao longo da refeição.
Achamos os preços convidativos, coisa rara hoje em dia, e outros itens do cardápio nos chamaram a atenção. Ainda pretendemos voltar mais vezes para conhecê-los.

Preços:
½ Coxinha de Rabada R$ 8,00
Hambúrguer de Fraldinha, Queijo, Tomate e Maionese R$ 22,00
Fish ‘n’ Chips R$ 36,00
Guinness R$ 16,00

Vallet:
Acho que não tem

Local:
Rua Simão Alvares, 1018 – Pinheiros

Site:
http://twelvebistro.com.br

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14 Respostas to “Twelve Bistrô”

  1. Marcelo Says:

    Robalo é um peixe, bacalhau é outro – assim, acho que não vale dizer que ‘com bacalhau é melhor’…a boa crítica deve se ater ao que foi servido, sem comparações decorrentes de gosto pessoal.
    abs

    • Pepino Says:

      Olá Marcelo!
      Já eu e a Batata tomamos nosso gosto pessoal justamente como norteador dos posts do blog. Não temos pretensão de nos tornarmos críticos, apenas de compartilhar experiências gastronômicas. Esse sempre foi nosso intuito.
      E, no texto acima, escrevemos pura e simplesmente as impressões que tivemos da refeição, como se contássemos a um amigo, sendo que no caso o comparamos com os saudosos Fish’n Chips que provamos em Londres, em razão do programa do Anquier.
      Abraços e sempre gratos pelos comentários construtivos,
      Batata e Pepino

  2. Jorge Preeg Says:

    Também ando lendo que é um lugar bacana. Honestidade na medida, pois cobraram a meia porção exatamente 50% do valor da inteira. E quanto a troca de um ingrediente… normal… não fizeram o mesmo trocando o frango pela rabada na coxinha? Neste caso ficou legal. Aliás, alguns lugares se apegam neste lance de trocas inusitadas de ingredientes para criar sua cara. E… mesmo sendo leigo, sei que bacalhau não é “um peixe” e sim um modo, que aqui se convencionou, de chamar o seu preparo: salgando e secando diversas espécies.

    • batataepepino Says:

      Sim, na hora até perguntei se cobrariam 50%, já que a praxe é de 70%. Então… do lance do bacalhau me embananei um pouco… olha só:

      “O Bristol Tavern é comandado pelo chef inglês Ryk Preen

      Aberto em agosto, o restaurante levou semanas para passar a oferecer fish and chips. Isso porque Preen fez questão de conseguir o bacalhau fresco (“cod”), peixe mais usado no Reino Unido para o preparo do prato, mas raro no Brasil”.
      Fonte: Folha.uol.com.br

      Outra info:

      “Mais conhecido como Cod, o habitante dos mares do Atlântico Norte Gadus Morhua é o único animal marinho do qual se faz o bacalhau legítimo. Há outras espécies (Saithe, Ling, Zarbo e Gadus Macrocephalus – este último oriundo das águas do Pacífico) que chegam ao mercado como tal, mas não têm o selo de originalidade do parente nobre. O que seria, então, o bacalhau fresco, que, cada vez mais, tem marcado presença em feiras livres e cardápios de restaurantes?
      “É justamente o Cod, sem passar pelo processo de secagem”, explica Roberto Veiga, diretor da principal importadora brasileira da espécie in natura, a Damm”.
      Fonte: Prazeres da Mesa

      Então, o Cod é o nome do peixe, ok. Mas ele não passa pelo processo de secagem, e é um bacalhau fresco…?
      …?
      Abs!

    • Marcelo Says:

      Jorge, o bacalhau é um peixe sim, tendo várias espécies (‘gadus morhua’, etc.). No Brasil costumamos comê-lo como em Portugal, salgado e seco.
      Olhando o mapa da Europa é fácil perceber que a distância de Portugal da região de pesca do bacalhau (Atlântico Norte, mar da Noruega) impunha que o mesmo viesse conservado para o país (vc já deve ter visto fotos do bacalhau aberto e secando ao vento na Noruega!).
      E foi tb assim que o bacalhau começou a ser exportado para o Brasil.
      ‘Cod’, até onde sei, é uma palavra inglesa que designa o bacalhau, geralmente fresco (que não foi seco nem passou por salga).

      • Jorge Preeg Says:

        Marcelo, obrigado pelo esclarecimento! Realmente o peixe pode ter várias espécies, ainda mais considerando um termo do tipo “bacalhau”… Lembrando de algumas aventuras passadas, comparando o fish’n’chips de alguns pubs vira-latas de Londres, com receitas de Bacalhau do bairro alto em Lisboa, uma coisa fica bem clara… como vc mesmo disse, mais ao norte o peixe conserva certo frescor, suculencia e umidade… Já ao sul (portugal), a característica é a do peixe que passou por uma secagem e salga. Interessante isso rolar até hoje com todos os métodos de conservaçao conhecidos… Tradiça deles, dever ser…

  3. isadora adler Says:

    fiquei com vontade de ir!
    afinal, vale a pena?
    http://deliciasdaisa.blogspot.com.br/

  4. Fernando Says:

    Bacalhau não é um peixe, é um processo (de salga e cura)
    O que se chama de bacalhau fresco é uma das espécies usadas normalmente neste processo, sem obviamente, ter passado por ele.

    • Marcelo Says:

      Até um certo ponto vc tá certo Fernando, mas se esquece do nosso senso comum, que nomeia ‘bacalhau’ o peixe tal como os portugueses se acostumaram a prepara-lo (e nos legaram) !

  5. Eduardo Says:

    Achei o empanado do peixe bem diferente dos servidos em Londres… O da foto está mais parecido com um harumaki (mal enrolado), além de parecer super oleoso.

    • batataepepino Says:

      Pois é Eduardo, o F&C do 12 Bistrô estava com a massa mais pesada que a que estamos acostumados, “lisa” e não tão crocante. De SP o que mais gostei foi do Pie in the Sky, e o que menos gostei foi do PJ.
      Abs!

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