Eñe

Finalmente, após diversos ensaios e protelações, eu, a Batata e meus pais, conhecemos o Restaurante Eñe (lê-se Enhe), moderno representante da cozinha espanhola.
Em seu interior, confortáveis cadeiras, iluminação indireta no teto e uma extensa vidraça percorrendo o salão, que possibilita acompanhar o movimento do lado de fora.

Pepino:

Com algumas variedades de pães (o de cebola é o melhor), dois tipos de azeite (com diferente grau de acidez), flor de sal, batatas com creme de gorgonzola e bacon e uma suculenta lingüiçinha apimentada, o Couvert agrada. Indagamos, porém, se vale o alto preço cobrado.
Depois de alguns momentos estressantes com o atendimento (detalhes na conclusão), escolhemos alguns dos Tapas da casa que mais nos chamaram a atenção: Jámon Ibérico, Vieiras con crema de perejil e o Tartar de ostras con tomate de colgar.
O  Jámon Ibérico foi o primeiro a chegar, cortado em fatias de boa espessura, com toda sua carne e gordura esbanjando fortes notas de sabor. Em seguida, as tenras Vieiras (com creme de batata) imersas na aveludada espuma de salsinha, apresentadas na colher, intrigaram pelo ineditismo.
Já o Tartar de ostras (envolto em tomatinhos), servido por último, foi uma decepção. Essa entrada é vergonhosamente minúscula e tem um insosso gosto duvidoso de nada.

Pedi, como prato principal, o Lomo de pez espada con algas y arroz negro.
A posta do Agulhão que aparece à mesa é enorme e empolga. Gordurosa demais, no entanto, revelou-se extremamente enjoativa ao final, assim como o tedioso arroz.

A Batata escolheu o Fideuá de Pescados y Gambas, mostrado no cardápio como “Paella feita com cabelo de anjo aos Frutos do Mar”.
Um prato criativo e gostoso. Apesar disso, pecou ao criar expectativas com sua imprecisa/genérica tradução (Frutos do Mar, ao invés de peixe e camarões).

Como sobremesa pedimos o Churros na versão Eñe.
Estava bom, só que preferimos a versão Adega Santiago. Acompanha uma massinha de aparência duvidosa feita com bananas, e flores comestíveis.

O serviço foi bizarro. Começou mal com o Atendente XXXXX (e seu afetado ar blasé), impaciente ao explicar o funcionamento do Menu-Degustação. Houve uma troca de funcionários e as coisas voltaram ao normal até que, a certa altura da refeição, observamos pela vidraça um dos Cozinheiros passeando na rua, de uniforme e chapéu. Esquisito (além de anti-higiênico)? Tanto quanto ao procurar a atual responsável pela nossa mesa, para pedir a conta, encontrá-la na rua também.
Esperávamos muito do lugar, tendo em vista sua difundida fama, mas saímos de lá desorientados, com aquela incômoda sensação de arrependimento.

Preço:
Couvert R$ 14,00
Jámon Ibérico R$ 49,00
Tartar de ostras com tomate de colgar R$ 22,00
Vieras con crema de perejil R$ 20,00
Fideuá de pescados y gambas R$ 50,00
Lomo de pez espada con algas y arroz negro R$ 50,00
Churros na versão Eñe R$ 15,00
Suco R$ 7,00
Refri R$ 4,00

Vallet:
Sim R$ 15,00

Local:
Rua Doutor Mário Ferraz, 213 – Jardim Europa

Site:
http://www.enerestaurante.com.br

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10 Respostas to “Eñe”

  1. Daniele Says:

    Bem… deixar 250 pilas num restaurante é muita coragem. hehehe Eu não tenho, meeeesssssmo. E olha que eu nem sou mão-de-vaca. Mas 250,00 é de lascar. 🙂

  2. Pepino Says:

    Pipeno:
    É caro pra dedéu!
    Na verdade saiu por menos, mas mesmo assim caro… pior, pra comer mal!
    4pessoas . 14 (Couvert dispensável) = 56
    Jámon (Extravagância nossa) = 49
    Tartar = 22
    Vieras = 20
    4pessoas . 50 (média dos pratos)
    Churros = 15
    4pessoas . 5 (bebidas) = 20
    Total para 4 pessoas: 382 + serviço = 420
    Por pessoa = 105

  3. luiz cocozza Says:

    Bom ainda bem que não sou só eu, a maior decepção em muito tempo.

    muito aue e uma comida horrorosa, serviço péssimo e carissimo.

    sai de lá com uma sensação de ter sido enganado.

    o termo blasê define bem tanto o serviço quanto a pretensão da cozinha.

  4. YumiNaMesa Says:

    Eu me sinto economizando R$105 por pessoa!
    Desculpe-me pela nojeira que eu vou falar, mas esses churros na versão Eñe parecem mais as calçadas do Morumbi… Cheio de flores, cocô pisado, cocô inteiro e cocô mole… Um pouco mais artísticos, é claro.

  5. Carlos Says:

    A apresentação dos pratos impressiona (com exceção da sobremesa)…mas é bom saber que o sabor não os acompanha na mesma medida….

    Agulhão não dá para exagerar mesmo…no final acaba enjoando e pode até desandar….

    Juro mesmo que não tinha percebido a massinha que acompanha os churros pois fiquei olhando só para eles….só depois de ler novamente o post é que percebi o formato da dita cuja….acho que passou batido pois a cor é clara….imagina se fosse da cor do doce de leite?? rsrs

    Será que é normal mesmo ou o Atendente XXXXX que não foi com a cara de vocês encomendou isso ao cozinheiro?? Tudo bem que a cozinha é fusion mas eu iria achar estranho receber a sobremesa com este formato….

  6. Rodrigo Says:

    Tb tive uma péssima experiência no Eñe.
    Triste saber que continua assim.

    • Elvira Says:

      O eñe Rio de Janeiro foi indicado pela revista americana Food&Wine, uma das revistas de maior prestigio de gastronomia no mundo, como um dos 100 melhores novos lugares para comer e beber no mundo!!”

      • Eduarda Says:

        O Eñe Rio é a mesma coisa, se fosse barato, ou um preço normal, mais próximo ao custo, seria uma ótima opção… mas com tantos elogios (???) rasgados da mídia e com os preços absurdos que cobram, não vale a pena mesmo!!!
        é mais pretensioso q outra coisa…. um restaurante com a fama e preço que tem, deveria caprichar muito mais…a começar com uma presença mais constante dos seus “chefs” (???) estrelados….

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