Le Chateaubriand

De Londres viajamos para Paris. Lá, tivemos a oportunidade de conhecer vários lugares bacanas, e entre eles postaremos sobre mais um integrante do ranking “Os 50 Melhores do Mundo”, feito pela Restaurant.

O Le Chateaubriand ocupa a 9ª posição dessa lista, sendo que muito se deve às criações do renomado e inventivo Chef, Iñaki Aizpitarte (não sei pronunciar).
Achamos o ambiente simples – como manda a cartilha da bistronomie -, sendo que o que mais nos chamou atenção foi o alto barulho que ecoava pelas (quase encostadas) mesas.

Pepino:

No jantar há apenas uma escolha, o Menu-Degustação. Portanto, nem adianta querer pedir outra coisa, é preciso confiar 100% na inspiração dos cozinheiros.
A refeição começou com o Choux au Fromage, muitíssimo parecido com os nossos Pães de Queijo.

Depois, continuando a saga dos Amuses Bouche, um pequenino shot de Ceviche (expressivamente ácido), uma porçãozinha de Sardinha e Pepino (trivial), Vieiras e uma leve Sopa para aquecer os ânimos.

Como primeiro prato, foi-nos servido um Thon Rouge de Saint Jean de Luz, herbes and chips. Gostei do Atum, macio e alto, frito em bom ponto (rosado por dentro). Aqui percebemos facilmente a sintonia entre produtos frescos e a técnica que afama a casa.

A seguir, Cabillaud and Caponata. O Abadejo chegou em um perfeito ponto de cocção, a Caponata, porém, apareceu sem muita personalidade e puxou nossa avaliação para baixo.

O principal da noite foi o Veau de Lait, Foie de Morue and Pourpier. Trata-se de uma composição trabalhosa, feita com Vitela macia e uma mistura de temperos complexos (como o Fígado de Bacalhau) que conseguiram ir além da função de coadjuvantes.

Por último, um pouco de Fromages du Jour: Parmesão, Roquefort (puxado para azedo) e um outro desconhecido que não perguntei o nome.

Fomos bem recebidos por Atendentes poliglotas e multifuncionais. É preciso reservar com antecedência (pelo menos um mês é recomendável).
Enfim, foi uma experiência agradável, onde pudemos conhecer uma cozinha delicada, com foco no produto e cheia de sutilezas. Apesar disso, o Restaurante não nos marcou a memória. Pensando criticamente, chegamos à conclusão que no nosso caso a expectativa atrapalhou o julgamento. Nono do mundo? Aí não.

Preço:
Menu-Degustação € 55,00
Água € 5,00

Local:
129 Avenue Parmentier

Site:
Acho que não tem

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3 Respostas to “Le Chateaubriand”

  1. Karine Mariath Says:

    Odeio qd a expectativa atrapalha a experiência, mas é, de fato, mto difícil controlar a bendita.

  2. Bruno Says:

    O único critério da lista da San Pellegrino me parece ser originalidade, por isso premia restaurantes que inventam cozinhas locais (Noma, Dom) ou desafiam o status quo (Le Chateaubriand, que contrapõe à pompa dos restaurantes franceses tradicionais) ou que apenas são criativos (El Bulli, Narisawa). Qualquer pessoa com alguma experiência em gastronomia ri da pretensão de “BEST restaurants” dessa lista. Alguém realmente acredita que um bistrô parisiense seja o melhor, ou o único capaz de representar a França no Top 10? Ou que o Japão, com 32 três estrelas Michelin, apareça duas vezes no Top 100, e com um que nem é lá essas coisas (Narisawa)?

    • Pepino Says:

      É bem essa minha impressão, Bruno. Uma lista formada por críticos com intenção maior de causar “frisson” (odeio essa palavra) destacando locais inventivos – fomentando a própria necessidade de existirem – em detrimento dos melhores de fato… (que tb é algo muito difícil de se listar em um nível mundial).
      Abs!

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