Archive for the ‘Brasileiros’ Category

Mangai

04/07/2012

Localizado próximo à ponte JK, em Brasília, o Mangai foi eleito, em 2011, o melhor Restaurante Brasileiro pela Revista Veja – Comer e Beber da cidade.
Exuberante, o amplo salão revela uma ornamentação do tipo rústica-chique, valendo-se de apetrechos decorativos em sua maioria nordestinos. A vista para o Lago Paranoá ajuda a tornar o ambiente ainda mais agradável.

Pepino:

Estão disponíveis no sistema “por Kilo” da casa mais de 70 receitas. Confesso que fiquei  perdido por conta de tantas opções. Por fim, acabei selecionando um pouco de Carne de Sol com Nata, Gororoba de Charque, Feijão do Véio (?), Farofa com Charque, Picles e uns Bolinhos.
Em linhas gerais, gostei de tudo que foi servido, mas ao longo das mordidas achei que as especialidades tinham um gosto muito parecido: cheio de cremes (meio pesados) e os mesmos (às vezes tímidos) temperos. Também notei que algumas bandejas estavam em temperatura aquém da ideal.

Mesmo com a lotação cheia, não tive problemas com o atendimento. Os Garçons, vestidos a caráter, chegavam rápidos com os pedidos. Só na hora de pagar bem que podiam colocar mais caixas.
No fim das contas, a refeição bem que estava gostosa, no entanto (mais uma vez) achei a indicação da Veja supervalorizada.

Preço:
Kilo R$ R$ 48,90

Vallet:
Tem e não é cobrado

Local:
SCE Sul Trecho 2, Conjunto 41 – Asa Sul (Brasília)

Site:
http://www.mangai.com.br/site

Chão Nativo 1

26/06/2012

Durante minha breve passagem em Goiânia, tive a oportunidade de conhecer o Restaurante Chão Nativo 1, que funciona em sistema Bufê, eleito o melhor Brasileiro pela Revista Veja – Comer e Beber da cidade por vários anos seguidos.
Sobre o ambiente, o local faz uso do estilo rústico, que conta com móveis de madeira escura e paredes de tijolo aparente, porém notei pouco cuidado quanto à iluminação. Sinceramente, foi difícil visualizar o que havia no interior das panelas de barro, dispostas sob o forno à lenha.

Pepino:

Dotado de um cardápio similar ao da cozinha mineira, enchi meu prato com Arroz, Feijão, Lingüiça, Frango com Quiabo, Torresmo, Angu e Pequi. Parecia promissor.
No entanto, tive uma experiência frustrada por conta deste último item. Em razão da minha ignorância, e da falta de um aviso, mordi com toda vontade do mundo o Pequi… e para quem não sabe (agora sei), não se morde, nem se parte essa fruta. Caso você o faça, sua boca ficará infestada de dolorosos espinhos. Resultado: Não consegui comer o prato e voltei rapidamente ao hotel, onde fiquei cerca de 2 horas na frente do espelho tentando tirar os espinhos com uma pinça.

Achei o local munido de poucos Atendentes, o caixa demorou a aparecer.
Ao final, saí frustrado por ter deixado a comida sobrar praticamente intacta. Tendo em vista que o lugar foi veiculado com destaque em uma grande mídia, o que provavelmente deve atrair muitos turistas, acredito que seria zeloso e de bom tom a inclusão de uma advertência.

Preço:
Bufê R$ 32,90 (Segunda a Sexta)

Vallet:
Acho que não tem

Local:
Avenida República do Líbano, 1809 – Setor Oeste (Goiânia)

Site:
http://www.chaonativo1.com.br

Garimpos do Interior

12/04/2012

Nesse último final de semana, eu e a Batata fomos conhecer o Restaurante Garimpos do Interior, que tem como proposta oferecer pratos inspirados em diversas regiões do país, especialmente do interior paulista, mineiro e capixaba.
O ambiente é uma atração à parte, arborizado e recheado de peças de artesanato. Dos salões, prefira o localizado no fundo da casa, mais aconchegante.

Pepino:

Começamos saciando nossa fome com os Pastéis de Angu (10 unidades), recheados com carne moída ou queijo (à sua escolha), que vieram com a parte exterior crocante e sem qualquer excesso de gordura. O salgado casa perfeitamente com a saborosa pimenta que adormece quietinha em seu canto sobre a mesa.

Para o principal, por sugestão do Atendente, escolhemos o “Um Pouco Diferente”, um pedaço generoso de porco levado ao forno baixo por 18 horas. Vêm acompanhado de arroz, feijão, farofa, couve e molho de tangerina. Além disso, nós pedimos duas porções extras, uma de Ora-pro-nóbis (retirado do jardim da casa) e outra de Angu.
O suíno em questão vem envolto em gordura abundante. Isso, somado ao assamento lento, resulta numa carne molhada e macia (uma parte, porém, veio mais seca). Outra atração inerente ao manjar, a pele pururucada faz aquele “crec” gostoso de ouvir ao bater contra os dentes. Todos os acompanhamentos, com destaque para o Angu que veio temperado, agradaram. Sacia quatro comensais.

Finalizamos a refeição com a Cocada de Forno, escoltada por sorvete de tapioca, e um gracioso Café servido na mesa que traz um mini-coador, um bule de água fervente e uma xícara de ágata.

Chegamos cedo e o movimento começou tranquilo, enchendo por volta das 13h. Fomos bem atendidos pela brigada de serviço.
Aprovamos a experiência e já fazemos planos para voltar, só ficamos em dúvida se pediremos a Rabada ou a Vaca Atolada (ou a Galinhada ou…). Por enquanto, só no almoço.

Preço:
Pastéis de Angu R$ 24,00
“Um Pouco Diferente” R$ 73,00
Ora-pro-nóbis (extra) R$ 5,90
Angu (extra) R$ 7,00
Cocada de Forno R$ 12,50
Refri R$ 4,00
Café R$ 3,30

Vallet:
Acho que não tem

Localização:
Rua Marco Aurélio, 201 – Vila Romana

Site:
http://wwwgarimposdointerior.blogspot.com.br

NaCozinha

28/03/2012

Acabei de almoçar no auto-intutulado “gastropub” NaCozinha, comandado pelo Chef Carlos Ribeiro e situado na região dos Jardins.
Curti o ambiente, mesmo. Desde a parte de fora, onde se encontra um banco de madeira instalado na calçada, ao interior, com cozinha à vista, azulejos e tons esverdeados na parede.

Pepino:

Fui lá com um propósito específico em mente, conhecer o renomado Picadinho, eleito pela Revista Época e pelo suplemento Paladar (do jornal Estado de São Paulo) como o melhor da cidade.
Na versão executiva, uma trival Salada de Folhas Verdes com croûtons e molho levemente adocicado antecede o prato.

O Picadinho da casa leva um macio filé mignon cortado na ponta da faca, feijão, arroz, uma excelente farofa de cebola queimada na manteiga, tomate marinado em azeite e dois mini pastéis.
Achei que estava tudo muito bom, farto e corretíssimo, mas, sinceramente, não a ponto de valer o titulo de melhor da cidade (prefiro o do Le Buteque, por exemplo).

Como sobremesa, uma Torta de Cenoura (aromática e molhada) coberta com fios de chocolate.

Cheguei cedo e tudo correu tranqüilamente, exceto por um ato que considerei deselegante. Foi quando o Chef apareceu em apenas uma das três mesas ocupadas do salão (por pessoas de fina aparência) para recomendar, caprichando nos adjetivos, o Bife à Cavalo do dia.
Saldo final, tive uma boa refeição a um preço razoável (tirando o café: “vai um cafezinho para acompanhar o bolo?” e tome R$ 5,90 + 10% por um Nespresso). Nada de mais, porém.

Preço:
Picadinho (executivo) R$ 31,90
Água R$ 4,10
Café R$ 5,90

Vallet:
Acho que não tem

Localização:
Rua Haddock Lobo, 955 – Jardins

Site:
http://www.nacozinharestaurante.com.br

Pé de Porco

02/02/2012

Uma constatação intrigante: Experimentei diversos pratos típicos de BH, tais como Feijão Tropeiro, Frango ao Molho Pardo, Angu e o clássico Pão de Queijo… mas o que mais me marcou nessa viagem, sem dúvida, foi o trivial e insólito Pé de Porco. Seguem, portanto, dois ótimos locais em que pude provar essa exótica iguaria.

Bar do Antonio

Pintado em tons de vermelho queimado (ou pelo menos é a cor que imagino ser) e com muitas mesas na calçada, esse foi o Bar eleito pela Revista Veja BH – Comer e Beber 2011 – com a melhor cozinha.

Pepino:

Aqui tive meu primeiro contato com o petisco. Cortei o Pé de Porco com a faca em pequenos pedaços, à procura de carne, porém logo notei que só iria encontrar cartilagens, tendões e gordura pura. Na primeira bocada, uma surpresa: Os sabores eram incrivelmente marcantes e agradáveis, além disso, supreendeu (e muito) a maneira como essa meleca gelatinosa se liquefazia nas papilas degustativas. Foi paixão à primeira mordida. Pede companhia de uma Bohemia gelada.

Cheguei cedo e o atendimento foi ok. Pelo que li em outros Blogs, há problemas quando o público aumenta.
Fica a sugestão desse local bacana para encher a pança com boa comida e cerveja no ponto.

Preço:
Pé de Porco R$ 13,50
Cerveja R$ 6,00

Vallet:
Não tem

Local:
Rua Flórida, 15 – Sion (Belo Horizonte)

Site:
Acho que não tem

Bar Mercado Central

Localizado no Mercado Central, desde 1964, é bem simples no arranjo. Os comensais têm que ficar de pé (não que isso seja problema), seja no balcão, seja nas mesas sem cadeiras.

Pepino:

Estava receoso de pedir novamente o Pé de Porco, pois achei que minha experiência anterior não poderia ser melhor… mas, afortunadamente, foi tão bom quanto.
Dessa vez, observei o traquejo do vizinho no manuseio do bicho e, como ele, usei as mãos para comer (fazendo uma melequeira danada). Cozida a ponto de ficar super macia, a receita deixava uma gloriosa e espessa película de gordura nos lábios.

O serviço foi típico de lanchonete, rápido e funcional.
Quando vi o lugar não botei tanta fé. Tinha outros Bares no Mercado que pareciam muito mais aprazíveis. No fim das contas, entretanto, foi uma das melhores experiências que tive na viagem.

Preço:
Pé de Porco (unidade) R$ 4,00

Vallet:
Não tem

Local:
Avenida Augusto de Lima, 744 – Centro (Belo Horizonte)

Site:
Acho que não tem