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Eñe

08/06/2010

Finalmente, após diversos ensaios e protelações, eu, a Batata e meus pais, conhecemos o Restaurante Eñe (lê-se Enhe), moderno representante da cozinha espanhola.
Em seu interior, confortáveis cadeiras, iluminação indireta no teto e uma extensa vidraça percorrendo o salão, que possibilita acompanhar o movimento do lado de fora.

Pepino:

Com algumas variedades de pães (o de cebola é o melhor), dois tipos de azeite (com diferente grau de acidez), flor de sal, batatas com creme de gorgonzola e bacon e uma suculenta lingüiçinha apimentada, o Couvert agrada. Indagamos, porém, se vale o alto preço cobrado.
Depois de alguns momentos estressantes com o atendimento (detalhes na conclusão), escolhemos alguns dos Tapas da casa que mais nos chamaram a atenção: Jámon Ibérico, Vieiras con crema de perejil e o Tartar de ostras con tomate de colgar.
O  Jámon Ibérico foi o primeiro a chegar, cortado em fatias de boa espessura, com toda sua carne e gordura esbanjando fortes notas de sabor. Em seguida, as tenras Vieiras (com creme de batata) imersas na aveludada espuma de salsinha, apresentadas na colher, intrigaram pelo ineditismo.
Já o Tartar de ostras (envolto em tomatinhos), servido por último, foi uma decepção. Essa entrada é vergonhosamente minúscula e tem um insosso gosto duvidoso de nada.

Pedi, como prato principal, o Lomo de pez espada con algas y arroz negro.
A posta do Agulhão que aparece à mesa é enorme e empolga. Gordurosa demais, no entanto, revelou-se extremamente enjoativa ao final, assim como o tedioso arroz.

A Batata escolheu o Fideuá de Pescados y Gambas, mostrado no cardápio como “Paella feita com cabelo de anjo aos Frutos do Mar”.
Um prato criativo e gostoso. Apesar disso, pecou ao criar expectativas com sua imprecisa/genérica tradução (Frutos do Mar, ao invés de peixe e camarões).

Como sobremesa pedimos o Churros na versão Eñe.
Estava bom, só que preferimos a versão Adega Santiago. Acompanha uma massinha de aparência duvidosa feita com bananas, e flores comestíveis.

O serviço foi bizarro. Começou mal com o Atendente XXXXX (e seu afetado ar blasé), impaciente ao explicar o funcionamento do Menu-Degustação. Houve uma troca de funcionários e as coisas voltaram ao normal até que, a certa altura da refeição, observamos pela vidraça um dos Cozinheiros passeando na rua, de uniforme e chapéu. Esquisito (além de anti-higiênico)? Tanto quanto ao procurar a atual responsável pela nossa mesa, para pedir a conta, encontrá-la na rua também.
Esperávamos muito do lugar, tendo em vista sua difundida fama, mas saímos de lá desorientados, com aquela incômoda sensação de arrependimento.

Preço:
Couvert R$ 14,00
Jámon Ibérico R$ 49,00
Tartar de ostras com tomate de colgar R$ 22,00
Vieras con crema de perejil R$ 20,00
Fideuá de pescados y gambas R$ 50,00
Lomo de pez espada con algas y arroz negro R$ 50,00
Churros na versão Eñe R$ 15,00
Suco R$ 7,00
Refri R$ 4,00

Vallet:
Sim R$ 15,00

Local:
Rua Doutor Mário Ferraz, 213 – Jardim Europa

Site:
http://www.enerestaurante.com.br

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