Bartiquim

27/01/2012

Aproveitei uma oportunidade que tive e viajei para Belo Horizonte, há alguns dias atrás. Lá pude conhecer vários botecos, e postarei no Blog os que mais gostei.

Começo destacando o Bartiquim, localizado no bairro de Santa Tereza, cuja atmosfera é carregada de simplicidade e autenticidade.

Pepino:

Escolhi (após profundas reflexões, pois tem muita coisa apetitosa no cardápio) o Rabo no Mato, que foi o tira-gosto que representou a casa no evento “Comida de Buteco 2009”.

Trata-se de uma excelente Rabada, daquelas que desgrudam da carne só com a garfada, imersa em um caldo rico temperado com rodelas de cebola e folhas picadas de mostarda (tudo isso servido em uma panela de barro). Que prato!

O movimento no dia estava tranquilo, então pude conversar um pouco com o famoso Bolinha, proprietário do lugar.
Minhas expectativas da viagem foram integralmente materizalizadas nesse boteco, cheio de personalidade, que, na minha opinião, ilustra o que há de melhor em BH.

Preço:
Rabo no Mato (meia porção) R$ 17,80

Vallet:
Não tem

Local:
Rua Silvianópolis, 74 – Santa Tereza (Belo Horizonte)

Site:
Acho que não tem

Ugues

19/01/2012

Em um dia qualquer das minhas férias resolvi conhecer o Ugues, lá no bairro do Higienópolis. Sempre tinha ouvido falar bem desse lugar (muitas revistas e blogueiros exaltam sua simplicidade e qualidade), tido como uma espécie de bunker místico-gastronômico da cidade.
O clima é de lanchonete, sem frescuras, com umas poucas mesas e um balcão de frente pra chapa.

Pepino:

Para começar, pedi a famosa Coxinha da casa. Ponto positivaço por ser frito na hora, recheado com pedaços toscos e irregulares de carne de frango. O tempero e a massa são bons, assim como a casquinha, mas não figuraria no meu Top 5.

Depois pedi um dos clássicos PF´s, o de Espeto Misto com arroz, feijão, farofa e batatas fritas. Pouco antes do prato ser servido, colocaram uma cestinha com pão francês na minha frente. Estava fresquinho, pena que não veio com manteiga.
Das carnes, gostei da bovina e da lingüiça… a de frango, porém, estava beeem seca. Confesso que senti falta de uma salada (que era servida a esmo para alguns comensais presentes, sem ninguém pedir).

O atendimento foi fraco, fraquíssimo. E faltou simpatia.
A comida estava boa, só que não tinha nada de especial como eu esperava… é normal. Vale se estiver nas redondezas. Se não, prefira o bom e velho Ibotirama ou o BH (ambos na Rua Augusta).

Preço:
Coxinha R$ 4,00
Espeto Misto R$ 16,00
Refri R$ 3,50

Vallet:
Não tem

Local:
Rua Marquês de Itu, 1039 – Higienópolis

Site:
Acho que não tem

Emiliano

11/01/2012

Eu e a Batata resolvemos conhecer o Emiliano logo depois deste ter figurado entre as boas indicações do Prêmio Paladar 2011.
O salão de jantar exibe ares sofisticados em um ambiente sóbrio. As mesas são dispostas com espaçamento adequado.

Pepino:

Começamos dividindo um Escalope de Foie Gras, “Terra” de migas de Pão e Compota de Beterrabas.
O fígado servido foi um dos melhores (e maiores) que já experimentamos, valorizado pelo contraste com a doçura inerente à Beterraba. A farofa de migas fornece uma textura bem-vinda à entrada.

Minha escolha de principal foi o Leitão de Leite assado com Purê de Pão, Mostarda em grãos e Serralha, um dos eleitos na categoria “Porco”.
Achei os sabores do prato bem equilibrados, sobressaindo-se, levemente, o gosto dos grãos de Mostarda. A carne do Leitão estava tenra, senti falta, porém, de uma superfície um pouco mais pururucada.

A Batata pediu o Ravióli de Galinha d’Angola, o mais votado da categoria “Massa”.
Experimentei esse prato e gostei bastante. A massa, fresca, vem em um inusual corte retangular-longo, que é gentilmente recheada com pedaços da carne. Ainda, leva um potente caldo defumado de aves e cebolinha e é coberta com fatias de queijo grana padano.

Tivemos um bom atendimento e, ao final, fomos apresentados ao simpático Chef José Barattino.
Enfim, a escolha minuciosa de ingredientes, criatividade e muita técnica refletiram em uma refeição de alta qualidade. Vale conferir.

Preço:
Escalope de Foie Gras R$ 63,00
Leitão de Leite R$ 66,00
Ravióli de Galinha d’Angola R$ 67,00
Água R$ 6,00

Vallet:
Sim e não é cobrado

Local:
Rua Oscar Freire, 384 – Jardins

Site:
http://www.emiliano.com.br

Aze Sushi

04/01/2012

Para começar o ano com o pé direito, postaremos sobre um Restaurante japonês que vai dar o que falar em 2012, o Aze Sushi. À sua frente encontra-se Edson Yamashita (ex-Shin Zushi), que conta com 17 anos de experiência na área, sendo 9 deles em Tóquio.
O interior do ambiente é bem iluminado, decorado com um painel de fotos J-pop e alguns televisores.

Batata:

Eu e o Pepino decidimos que pediríamos alguns Nigiri-sushis conforme nossa vontade.
Iniciamos com um par de Barriga de Salmão, hábil e levemente chamuscado com maçarico, e outro de Vieira, que reluzia vigor e jovialidade. Tudo é servido diretamente no balcão de vidro, ao lado de lascas de gengibre e wassabi.

Outros bons acertos revelaram-se no Carapau e no Buri (olho-de-boi), mas a grande sensação do jantar para nós foi o Uni (ovas de ouriço), com sua agradável e uniforme coloração laranja, que parecia recém-retirado do mar.

A refeição seguiu com pares de Torô (parte gorda do atum) pincelados com shoyu e um dos meus peixes favoritos, o Pargo. Pedimos, ainda, a Garoupa – que chegou em generosas fatias – e o Gunkan de Ikura (ovas de salmão), cujo sumo salgado e marcante é liberado ao estourar-se as bolinhas no céu da boca.

Encerramos repetindo o Uni, numa última bocada que alegrou nossos espíritos pelo resto da noite.

O atendimento foi agradável do ínicio ao fim.
Salientam-se, nesse momento, características que permearam todos os sushis: arroz em bolinhos pequenos temperados com muita competência, leveza e vivacidade dos ingredientes, além de muito esmero no preparo. Não é um lugar barato, mas vale pela alta qualidade dos Nigiri-sushis que são servidos.

Preço:
Barriga de Salmão R$ 18,00
Vieira R$ 20,00
Carapau R$ 12,00
Buri R$ 15,00
Uni R$ 18,00
Torô R$ 30,00
Pargo R$ 12,00
Garoupa R$ 10,00
Ikura R$ 15,00
Missoshiru R$ 5,00
Chá R$ 2,00

Vallet:
Sim R$ 15,00

Local:
Rua Doutor Renato Paes de Barros, 769 – Itaim

Site:
http://www.azesushi.com.br

Sushi Kiyo

28/12/2011

Tradicional é a palavra que define o Sushi Kiyo. Desde 1981, Kiyomi Watanabe oferece aos paulistanos a cozinha clássica japonesa, verificada rigorosamente no cardápio.
O local segue o ambiente padrão estigmatizado dos Restaurantes da mesma estirpe.

Pepino:

Sem delongas, escolhi um Tirashi-Zushi para aplacar minha fome. A Batata pediu um Sushi Misto e meus pais, o Tendon e o Udon (Tempurá sobre arroz e Macarrão japonês).
Servidas em uma caixa de laca, as fatias de peixes, tobiko, omelete, camarão, polvo e uni esbanjavam frescor, em cortes/pedaços de bom tamanho. Só achei a apresentação meio básica demais. A Batata também se deliciou com seus nigiri-zushis, porém meus pais não gostaram muito dos pratos quentes.

Nesse momento, permito-me uma comparação com o Tirashi-Zushi do Aizomê, outrora um dos meus favoritos, que na última visita veio com fatias bem finas de peixes com um sabor marromeno e um atum com uma cor super escura. Decepção, ainda mais por caros R$ 80,00.

Tivemos um atendimento agradável ao longo de toda refeição.
Enfim, principalmete na “parte fria”, a casa se apresenta como opção a ser levada em conta aos que desejam fugir dos modismos que assolam a cidade. Detalhe: Não abrem aos Domingos.

Preço:
Tirashi-Zushi R$ 62,00
Chá Não é cobrado

Vallet:
Estacionamento com manobrista e não é cobrado

Local:
Rua Tutóia, 223 – Paraíso

Site:
http://www.sushi-kiyo.com.br


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